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Vacinas para filhotes: calendário completo e importância

A vacinação é um dos pilares fundamentais para garantir a saúde dos cães e gatos desde os primeiros meses de vida. Filhotes possuem um sistema imunológico ainda imaturo e são altamente suscetíveis a doenças infecciosas graves, muitas das quais podem ser fatais. O protocolo vacinal adequado é essencial para protegê-los contra vírus e bactérias que podem comprometer sua qualidade de vida.


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O processo de imunização começa logo após o nascimento, quando os filhotes recebem anticorpos maternos pelo colostro, o primeiro leite da mãe. No entanto, essa imunidade passiva tem duração limitada, e, entre a sexta e a oitava semana de vida, ela começa a declinar, tornando a vacinação necessária para garantir proteção ativa contra patógenos.


O calendário vacinal varia de acordo com a espécie e a região, mas, em geral, segue um cronograma estruturado para estimular uma resposta imune eficiente. Nos cães, a primeira dose da vacina múltipla (V8 ou V10) deve ser aplicada por volta dos 45 dias de vida. Essa vacina protege contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina, adenovirose, coronavirose, parainfluenza e leptospirose, dependendo da composição específica escolhida. Como a imunidade materna pode interferir na resposta vacinal, reforços são necessários a cada 21 a 30 dias, até que o animal complete 16 semanas de idade.


A vacina antirrábica é outro componente indispensável do protocolo vacinal. A raiva é uma zoonose fatal e não possui tratamento, tornando a vacinação obrigatória por lei na maioria dos estados brasileiros. Em cães, a primeira dose deve ser aplicada a partir dos 3 meses de idade, com reforços anuais ao longo da vida do animal.


Além das vacinas essenciais, algumas doses adicionais podem ser recomendadas com base no estilo de vida do filhote e nos riscos ambientais. A vacina contra gripe canina, por exemplo, protege contra Bordetella bronchiseptica e o vírus da parainfluenza, agentes comuns em ambientes de alta circulação de cães, como pet shops, creches e clínicas veterinárias. Outra opção é a vacina contra giardíase, que auxilia na proteção contra essa parasitose intestinal.


Nos gatos, o protocolo vacinal inclui a vacina tríplice (V3), quádrupla (V4) ou quíntupla (V5), aplicadas a partir das oito semanas de vida. A V3 protege contra rinotraqueíte viral felina, calicivirose e panleucopenia felina, enquanto a V4 adiciona proteção contra clamidiose, e a V5 inclui também a proteção contra a leucemia felina (FeLV). Assim como nos cães, a vacina antirrábica também é obrigatória nos gatos e deve ser administrada a partir dos três meses de idade.


O reforço vacinal ao longo da vida do animal também é crucial. Após o esquema inicial, recomenda-se uma revacinação anual para manter a proteção contra doenças infecciosas. A frequência pode variar conforme o protocolo adotado pelo médico-veterinário, considerando fatores como idade, histórico de saúde e exposição a riscos específicos.


A vacinação, no entanto, não é o único cuidado necessário. Para que o filhote desenvolva uma resposta imunológica adequada, é essencial que esteja saudável no momento da aplicação. Parasitas intestinais e deficiências nutricionais podem comprometer a eficácia da imunização, tornando indispensável a vermifugação antes do início do protocolo vacinal. Além disso, filhotes devem ser mantidos em ambiente controlado até a conclusão do esquema de vacinação, evitando contato com locais contaminados e animais sem histórico vacinal adequado.


Ignorar ou atrasar o calendário vacinal pode expor os filhotes a doenças graves, aumentando os riscos de complicações e até de morte. Cinomose e parvovirose, por exemplo, são altamente contagiosas e apresentam altas taxas de letalidade, especialmente em animais jovens. Por isso, manter o protocolo atualizado e seguir as recomendações veterinárias é a melhor forma de garantir a saúde e longevidade dos pets.

Com um plano de vacinação bem estruturado, os filhotes podem crescer saudáveis e protegidos contra enfermidades evitáveis.


O compromisso dos tutores com a imunização reflete diretamente na qualidade de vida do animal e na segurança coletiva, prevenindo surtos de doenças infecciosas e reduzindo a transmissão de zoonoses.


Referências bibliográficas:


  1. Day, M. J., Horzinek, M. C., & Schultz, R. D. (2016). Vaccination Guidelines for Dogs and Cats. Journal of Small Animal Practice, 57(1), 1-45.

  2. Greene, C. E. (2012). Infectious Diseases of the Dog and Cat. 4th ed. Elsevier.

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